Perfil de Governança de TIC para o Poder Judiciário (iGovTIC-JUD) 

O iGovTIC-JUD é um índice de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação desenvolvido com o propósito de o CNJ identificar, avaliar e acompanhar a situação da Governança, Gestão e Infraestrutura de TIC dos órgãos do Poder Judiciário. Através do Questionário de Avaliação Anual (elaborado pelo TCU e customizado pelo CNJ para contemplar as diretrizes da Resolução CNJ nº 211/2015) é possível identificar o nível de Maturidade do Perfil da Governança de TIC. A seguir é demonstrada a escala sugerida pelo CNJ:

Nível de Maturidade iGovTIC-JUD

Baixo

0,00 ≤   iGovTIC-JUD   < 0,40

Satisfatório

0,40 ≤   iGovTIC-JUD   < 0,70

Aprimorado

0,70 ≤   iGovTIC-JUD   < 0,90

Excelência

0,90 ≤   iGovTIC-JUD   ≤ 1,00

 

O DTIC é responsável por responder os questionários que envolvem Tecnologia da Informação e Comunicação no TJPR e o CNJ monitora o progresso da aderência à resolução citada, conforme as metas estabelecidas anualmente.

 

Os questionários e respostas estão disponíveis no portal do CNJ:    Portal do CNJ com os Resultados dos Questionários de TIC (link para outro site)

 

Evolução dos Resultados do TJPR no iGovTIC-JUD
Dimensões Avaliadas 2015 / 2016 2017 2018
1. Das Políticas Planejamento 0,68 (Satisfatório) 0,71 (Aprimorado) 0,72 (Aprimorado)
2. Das Estruturas, Macroprocessos e Processos 0,46 (Satisfatório) 0,43 (Satisfatório) 0,44 (Satisfatório)
3. Das Competências, Desenvolvimento e Desempenho das Pessoas 0,44 (Satisfatório) 0,42 (Satisfatório) 0,32 (Baixo)
4. Dos Riscos, Monitoramento e Auditoria – Controle de Gestão. 0,13 (Baixo) 0,19 (Baixo) 0,23 (Baixo)
5. Dos Sistemas, Integração e Nivelamento 0,83 (Aprimorado) 0,85 (Aprimorado) 0,86 (Aprimorado)
6. Dos Serviços de Infraestrutura 0,19 (Baixo) 0,33 (Baixo) 0,3 (Baixo)
7. Detalhamento 0,99 (Excelência) 0,99 (Excelência) 0,98 (Excelência)
  respondido em Out./2016
SEI 0101967-56.2016.8.16.6000
respondido em Nov./2017
SEI 0059720-26.2017.8.16.6000
respondido em Julho/2018
SEI 0043244-73.2018.8.16.6000
Nota do Órgão 0,56 (Satisfatório) 0,58 (Satisfatório) 0,56 (Satisfatório)

 

Classificação do TJPR
Segmento avaliado 2015 / 2016 2017 2018
Todos os Órgãos Escopo GERAL
(total de 92 órgãos)
34º 52º 75º
Somente Órgãos de GRANDE Porte
(total de 27 órgãos)
12º 15º 23º
Segmento Tribunais de Justiça Estaduais
(total de 27 órgãos)
10º 19º 21º
Segmento Tribunais de Justiça ESTADUAIS & GRANDE Porte
(total de 5 órgãos)

 

Observações:

Segmento: abrange os 27 Tribunais Estaduais.

Porte: abrange os 27 Tribunais de grande Porte, em todos os segmentos: Conselhos de Justiça, Tribunais Eleitorais, Tribunais Estaduais, Tribunais Regionais Federais, Tribunais Estaduais Militares, Tribunais Regionais do Trabalho.

Nível de Maturidade: escala sugerida pelo CNJ  
               ► Baixo (0,00 ≤ iGovTIC-JUD < 0,40);
               ► Satisfatório (0,40 ≤ iGovTIC-JUD < 0,70);
               ► Aprimorado (0,70 ≤ iGovTIC-JUD < 0,90);
               ► Excelência (0,90 ≤ iGovTIC-JUD ≤ 1,00).

 

Tópico Nota 2015 / 2016 Nota 2017 Nota 2018
1. POLÍTICAS PLANEJAMENTO 0,68 0,71 0,72
    1.1. Em relação à liderança 0,76 1 1
    1.2. Em relação à definição das Estratégias, Políticas e Planejamentos 0,88 0,88 0,88
    1.3. Em relação à expectativa e entrega de resultados 0,36 0,26 0,26
    1.4. Em relação à transparência 0,7 0,71 0,74
       
2. ESTRUTURAS, MACROPROCESSOS E PROCESSOS 0,46 0,43 0,44
    2.1. Em relação à estrutura organizacional 0,84 0,84 0,84
    2.2. Em relação à coordenação dos macroprocessos 1 1 1
    2.3. Em relação aos processos de governança e de gestão 0,36 0,23 0,23
    2.4. Em relação aos processos de segurança da informação 0,08 0,03 0,03
    2.5. Em relação aos processos de software 0,04 0,07 0,09
       
3. COMPETÊNCIAS, DESENVOLVIMENTO E DESEMPENHO DAS PESSOAS 0,44 0,42 0,32
    3.1. Em relação às competências e ao desenvolvimento 0,6 0,57 0,55
    3.2. Em relação ao desempenho 0,28 0,28 0,09
       
4. RISCOS, MONITORAMENTO E AUDITORIA – CONTROLE DE GESTÃO 0,13 0,19 0,23
    4.1. Em relação à gestão de riscos 0,15 0,05 0,05
    4.2. Em relação ao monitoramento 0,02 0,19 0,22
    4.3. Em relação à auditoria interna 0,2 0,4 0,5
       
5. SISTEMAS, INTEGRAÇÃO E NIVELAMENTO 0,83 0,85 0,86
    5.1. Em relação aos sistemas de informação 0,54 0,58 0,61
    5.2. Em relação à integração de sistemas e disponibilização de informações 1 1 1
    5.3. Em relação ao nivelamento tecnológico 0,94 0,96 0,96
       
6. SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA 0,19 0,33 0,3
    6.1. Em relação aos processos de gerenciamento de serviços 0,23 0,47 0,45
    6.2. Em relação aos processos de gerenciamento de infraestrutura 0,15 0,19 0,16
       
7. DETALHAMENTO 0,99 0,99 0,98
    7.1. Em relação à Força de Trabalho 0,98 0,99 0,98

 


Gráficos

Resultados iGovTIC-JUD por Tribunais de Justiça Estaduais de Grande Porte Acumulado

 

Resultados iGovTIC-JUD por Tribunais de Justiça Estaduais de Médio Porte Acumulado

 

Resultados iGovTIC-JUD por Tribunais de Justiça Estaduais de Pequeno Porte Acumulado

 

Resultados iGovTIC-JUD evolução de 2016 a 2018

 

 


 

Levantamento de Governança, Gestão e Infraestrutura de TIC do Poder Judiciário (iGovTIC-JUD)

 

Este levantamento é decorrente da Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (ENTIC-JUD) estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 211/2015 para o período de 2015/2020, e decorre, em especial, ao disposto no artigo 32, que determina ao CNJ a realização de diagnóstico anual para aferir o nível de cumprimento das Diretrizes Estratégicas de Nivelamento especificadas para os viabilizadores da Governança, Gestão e Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do Poder Judiciário.

Art. 32. O CNJ realizará anualmente diagnósticos para aferir o nível de cumprimento das Diretrizes Estratégicas de Nivelamento constantes desta Resolução, especialmente no que se refere aos domínios Governança e Gestão de, e Infraestrutura de TIC, bem como em outras Resoluções, recomendações e políticas estabelecidas para os órgãos do Poder Judiciário.

Parágrafo único. Os diagnósticos descritos no caput deste artigo serão realizados a partir de questionários e outros procedimentos de acompanhamento que permitam realizar o levantamento de informações relacionadas à evolução dos Viabilizadores de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação nos órgãos do Poder Judiciário.

Art. 33. O CNJ divulgará em seu sítio eletrônico o resultado dos diagnósticos com objetivo de promover a transparência, a integração e o compartilhamento de informações entre os órgãos e as áreas de TIC do Poder Judiciário.

A governança no setor público compreende essencialmente os mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a atuação da gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade.

Enquanto a governança provê direcionamento e requer monitoramento, supervisão e avaliação contínua da atuação da gestão, com vistas ao atendimento das necessidades e expectativas das partes interessadas, a gestão é inerente e integrada aos processos organizacionais, sendo responsável pelo planejamento, execução, controle, ação; enfim, pelo manejo dos recursos e poderes colocados à disposição dos órgãos para a consecução de seus objetivos.

A governança de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), em suma, consiste no estabelecimento de um conjunto de mecanismos com o objetivo de assegurar que o uso da TIC agregue valor à atividade precípua do órgão, com riscos e custos aceitáveis.

Desse modo, a adoção das práticas de governança e de gestão de TIC no Judiciário pode assegurar a correta aplicação de recursos, promover a proteção de informações críticas e contribuir para que os órgãos atinjam seus objetivos institucionais.

A responsabilidade por responder este levantamento é do Comitê de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação, representado pelo Dirigente de Tecnologia da Informação e Comunicação de cada órgão, com base em informações providas por suas unidades subordinadas. As evidências documentais que suportam as respostas dadas neste levantamento deverão ser oportunamente reunidas e mantidas à disposição das instâncias de auditoria interna e externa para evidenciação das práticas e verificação de consistência.

As respostas apresentadas pelo Dirigente de Tecnologia da Informação e Comunicação serão utilizadas para classificar o órgão quanto à sua maturidade de TIC (baixa, satisfatória, aprimorada e excelência), respeitados os enquadramentos de grupos e portes (grande, médio e pequeno) estabelecidos na Análise do Poder Judiciário - Justiça em Números de 2016. A valoração dos itens do questionário e os critérios de classificação são definidos pelo Comitê Nacional de Gestão de Tecnologia da Informação e Comunicação (CNGTIC.PJ).

As informações produzidas para responder este levantamento podem ser aproveitadas no processo de planejamento institucional e interno da área de TIC, que é inserido nas prestações de contas encaminhadas às unidades de auditoria interna e externo ao órgão.

O levantamento é composto por 4 (quatro) tipos de itens:

1. Item do tipo “informação numérica aberta” onde podem ser registrados quaisquer números considerados adequados;
2. Item do tipo “texto aberto” para entrada de texto livre, sucinto, objetivo e claro; 
3. Item do tipo “resposta objetiva” sendo |Sim| para resposta afirmativa e |Não| para a negativa;
4. Item do tipo “única escolha” em que a alternativa escolhida deve ser marcada (X). Foram definidas 4 (quatro) categorias de resposta para esse tipo de item, as quais representam o nível de adoção da prática abordada:

  • Não adota;
  • Iniciou plano para adotar; 
  • Adota parcialmente; 
  • Adota em grande parte ou integralmente.

As definições associadas a cada categoria de resposta são as seguintes:
 

Nível de adoção da prática Definição
Não adota

A área de TIC ainda não adota a prática, bem como não iniciou planejamento para adotá-la.

Exemplo:

  • a área de TIC sabe da necessidade de adotar a prática “o Plano de Continuidade de Serviços de TIC, especialmente relativos aos ativos que suportam os serviços judiciais, dentre outros, está totalmente implementado”, mas não tomou ainda qualquer decisão no sentido de desenvolver essa prática.
Iniciou plano para adotar

A área de TIC ainda não adota a prática, mas iniciou ou concluiu planejamento visando adotá-la, (20% ou menos), o que se evidencia por meio de documentos formais (planos, atas de reunião, estudos preliminares, etc).

Exemplo:

  • para adotar a prática “o Plano de Continuidade de Serviços de TIC, especialmente relativos aos ativos que suportam os serviços judiciais, dentre outros, está totalmente implementado”, a área de TIC iniciou a elaboração ou concluiu o plano de ação formal que estabelece, no mínimo, as atividades, cronograma e responsáveis. 
Adota parcialmente

A área de TIC iniciou a adoção da prática (de 20% a 80%), que está em implementação conforme planejamento realizado; ou a prática não é executada uniformemente em todas as unidades que compõem a área de TIC.

Há, no mínimo, uma unidade que compõem a área de TIC que executa a prática e os artefatos produzidos são evidências dessa execução.

Exemplo:

  • a prática apresentada “o Plano de Continuidade de Serviços de TIC, especialmente relativos aos ativos que suportam os serviços judiciais, dentre outros, está totalmente implementado”. O plano foi formalmente instituído, as ações planejadas começaram a ser executadas, mas o gerenciamento da continuidade dos serviços essenciais de TIC para o órgão ainda não foi completamente implementado. 
Adota em grande parte ou integralmente A área de TIC adota a prática em grande parte (mínimo 80%) ou integralmente, de modo uniforme em todas as unidades que a compõem,  o que se evidencia em documentação específica ou por meio dos produtos ou artefatos resultantes de sua execução.

Exemplo:

  • para adotar a prática “o Plano de Continuidade de Serviços de TIC, especialmente relativos aos ativos que suportam os serviços judiciais, dentre outros, está totalmente implementado”, todas as ações planejadas para o completo gerenciamento da continuidade dos serviços essenciais de TIC para o órgão foram em grande parte ou integralmente implementadas.